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10 de novembro de 2017

SINTRA PALÁCIO DA PENA E SEU ROMANTISMO

PALÁCIO DA PENA

Palácio da Pena, Sintra
Conhecida a Quinta da Regaleira, iniciamos a descoberta do Palácio da Pena, suas lendas e Histórias, dada a sua dimensão optámos por descobrir cada canto do Palácio da Pena de forma faseada, hoje vamos descobrir um pouco mais do Palácio da Pena, dia dedicado ao interior do palácio 😊
Pórtico do Trintão, Palácio da Pena
Pátio dos Arcos, Palácio da Pena
Chegados ao Pórtico do Tritão, uma criação ilustrativa do Mundo com a figura mitológica de um meio homem, meio peixe, passamos o túnel do Tritão e entramos no terraço Pátio dos Arcos, aqui apreciamos a paisagem, ao longe avista-se o Castelo dos Mouros e a janela neomanuelina copiada do Convento de Cristo em Tomar.
Pátio dos Arcos, Palácio da Pena
Pátio dos Arcos, Palácio da Pena
 Entramos no interior do Palácio, para além da belíssima escadaria com a escultura de D. Fernando logo à entrada, percorremos os corredores do claustro, onde encontramos bem patentes alguns elementos pertencentes ao antigo Mosteiro.
Clautro, Palácio da Pena
Clautro, Palácio da Pena
O claustro é composto por dois andares sendo as paredes e o chão revestidos por azulejos mudéjares (arte mudéjar estilo artístico desenvolvido entre os séculos XII e XVI nos reinos cristãos da Península Ibérica, incorpora influências, elementos ou materiais de estilo ibero-muçulmano.)
Interior do Palácio da Pena
Interior do Palácio da Pena
A partir deste claustro inicia-se a descoberta ao interior do Palácio. Os salões reais e aposentos são de um romantismo ímpar, móveis de uma elegância que nos leva a recuar nos tempos da monarquia, todos os pormenores muito bem alinhados, tanto as porcelanas delicadas como os tecidos de grande qualidade. 
Interior do Palácio da Pena, sala de passagem
O interior do Palácio da Pena tem um corredor pré-definido, possibilitando que nada fique esquecido. Começamos por contemplar a sala de jantar, teto, móveis, tecidos e porcelanas de uma elegância e exuberância fabulosa.
Sala de Jantar do Palácio da Pena
A seguir temos o quarto do Camarista do Rei D. Carlos.
Quarto do Camarista do Palácio da Pena
Quarto do Camarista do Palácio da Pena
Quarto do Camarista do Palácio da Pena
O quarto de D. Fernando, após a sua morte foi ocupado pela rainha D. Amélia.
Quarto do D. Fernando do Palácio da Pena
Quarto do D. Fernando do Palácio da Pena
Quarto do D. Fernando do Palácio da Pena
Quarto do D. Fernando do Palácio da Pena
A Sala de Chá no tempo do rei D. Fernando é transformada em Sala do Telefone por D. Carlos I.

Sala do Telefone, Palácio da Pena
A Sala Verde
Sala Verde, Palácio da Pena
Sala Verde, Palácio da Pena
 
A Sala do Chá
Sala de Chá, Palácio da Pena
Sala de Chá, Palácio da Pena
Gabinete Árabe mobilado de forma bastante invulgar, lindos tetos e requintados detalhes nas paredes.
Gabinete Árabe, Palácio da Pena
Gabinete Árabe, Palácio da Pena
O Salão Nobre, de uma beleza de cortar a respiração. O teto e as paredes em estuque branco, móveis predominantes em nogueira, todo o salão apresenta influências dos estilos gótico, renascentista e flamengo, contudo a maior parte da decoração remete-nos para a cultura oriental. Os móveis, o trabalhado das paredes, os candeeiros, os vitrais, foi um dos salões que me perdi por pensamentos monarcas, uma época que que fascina particularmente.
Salão Nobre, Palácio da Pena
Na Sala dos Veados, podemos ver em torno de todo o teto e paredes a presença de cabeças de veados. Neste sala temos a magnífica coleção de D. Fernando II. 
Sala dos Veados, Palácio da Pena
Sala dos Veados, Palácio da Pena
Sala dos Veados, Palácio da Pena
Sala dos Veados, Palácio da Pena
Passamos ao Gabinete da Rainha D. Amélia, esta sala começou por ser a sala da condessa d’Edla sendo mais tarde transformado no gabinete de trabalho de D. Amélia. Destaco entre outros objetos as estantes de pau-santo e o estirador da rainha.
Gabinete da Condessa D'Edla, Palácio da Pena
Gabinete da Condessa D'Edla, Palácio da Pena
Gabinete da Condessa D'Edla, Palácio da Pena
Chegamos ao Terraço da Rainha, e foi uma delícia apreciar as paisagens deslumbrantes da Serra de Sintra.
Neste Terraço podemos admirar o Relógio de sol que ativa, todos os dias ao meio-dia, o canhão no terraço da Rainha.
Terraço da Rainha, Palácio da Pena
Terraço da Rainha, Palácio da Pena
Terraço da Rainha, Palácio da Pena
Torre do Relógio Terraço da Rainha, Palácio da Pena
Todos os detalhes do interior do palácio, são uma delícia e observar todos os pormenores fazem-nos perder a noção do tempo. O simples teto de cada um dos aposentos é de uma beleza que não se explica, sente-se!
Tetos, Palácio da Pena
Tendo em conta que todo o interior preserva a exuberante decoração, objetos, porcelanas que a família real deixou, gostaria de ter fotografado cada pormenor, mas foi difícil pela quantidade de pessoas que se encontram a visitar o interior do palácio.
Interior, Palácio da Pena
A cozinha principal do Palácio e os seus pormenores
Cozinha principal, Palácio da Pena
Cozinha principal, Palácio da Pena
Cozinha principal, Palácio da Pena
Cozinha principal, Palácio da Pena
Ao romantismo do Palácio da Pena acrescentamos todo o misticismo do parque.
Parque do Palácio da Pena
D. Fernando II não deixou nada ao acaso, dos quatro cantos do mundo, mandou trazer mais de 500 espécies que mandou plantar em toda a zona envolvente ao Palácio.  
Parque do Palácio da Pena
Após a morte de D. Fernando, o palácio foi deixado para a sua segunda esposa, Elisa Hendler, Condessa de Edla.
Parque do Palácio da Pena
Ao longo do reinado de Carlos I, a Família Real utilizava o Palácio com uma maior frequência, o Palácio da Pena tornou-se a residência de eleição da Rainha D. Amélia, toda a decoração dos aposentos íntimos são atributos do seu bom gosto e encanto pelo belo.
 Palácio da Pena
D. Manuel II filho de D. Amélia, era visita frequente do Palácio da Pena, onde tinha os seus aposentos. O Palácio da Pena foi a derradeira morada de D. Manuel e D. Amélia, após a implantação da República a 5 de Outubro de 1910, data que embarcaram definitivamente para o exílio.

Parque do Palácio da Pena
Em 1945, D. Amélia numa visita a Portugal, voltou ao Palácio da Pena, despedindo-se desta forma de um dos seus maiores encantos, colocando-me no seu papel, confesso que foi um ato de muita coragem, olhar e reviver lindos momentos envoltos em tanta beleza
Parque do Palácio da Pena
Parque do Palácio da Pena
 A volta ao exterior do Palácio foi feita no dia seguinte e partilharei  no próximo post.